\n'; document.write(barra); } } changePage();
O que é Rock Progressivo?
O objetivo desta página é apenas orientar aos navegantes sobre os possíveis conceitos de Rock Progressivo e suas variações. Sabemos que nem sempre é possível classificar o estilo, mas de alguma forma achamos necessário tentar pelo menos esclarecer o cenário progressivo desde o final da década de 60, quando surgiram na Inglaterra as primeiras bandas deste gênero amado e odiado por muitos em todo o mundo.
Este não é uma guia definitivo, mas acredito que esta lista tenha boa utilidade. Suas próprias opiniões podem diferir baseado em suas experiências ao ouvir um determinado disco.
Definição de Rock Progressivo
Existem diversas definições para o RP, e todas elas obviamente relacionam-se aos conceitos envolvidos. A palavra "progressivo" vem sendo definida como "ir em frente", por exemplo. Baseado nas características apontadas pelo jornalista Leonardo Nahoum, em sua Enciclopédia do Rock Progressivo, definimos assim o Rock Progressivo:
"Músicas de longa duração, desde os seus quatro minutos até os discos de uma única faixa; utilização e apropriação de elementos de vários estilos não comumente associados ao rock: a música folclórica (do país da banda em questão), o jazz, a música erudita (incluindo aí o clássico, o barroco, o medieval, o renascentista, o romântico, o moderno e o contemporâneo em todas as suas vertentes), o blues, etc; uma maior complexidade das composições, tanto em termos de melodia quanto de arranjos e ritmo, em comparação ao que normalmente se entende por Rock. Uma busca pela experimentação e por sons exóticos, daí a importância dos teclados e sintetizadores para o estilo; uma variedade de ritmos e tonalidades dentro de uma mesma composição, gerando a tal impressão de música "difícil e/ou pretensiosa" e o rompimento com o caráter dançante do rock."
Outras características do estilo: "movimentos que formam um todo orgânico, com crescendos, solos coletivos e finais falsos como alternativas ao formato-canção."
O Progressivo também pode ser encarado como uma música pop/rock de altíssimo nível com todas as características descritas nos dois parágrafos acima.
Existem diferentes categorias de Rock Progressivo?
Este guia do estilo foi escrito por Mike McLatchey e aparece aqui com sua permissão.
"Convencionalmente, sim. Existem muitos sub-gêneros, e cruzamento entre estes. Abaixo uma breve e necessariamente incompleta descrição destes gêneros (muitos foram baseados na GERP - Gibraltar Enciclopédia de Rock Progressivo)."
Ambient (Ambiente)
Um estilo no qual as bandas de música eletrônica (contudo nem sempre
eletrônicas) que tentaram este formato de música eram normalmente
muito experimentais. Talvez uma das formas mais simples e enganosas de rock
progressivo.
Exemplos: Eno, Laraaji, música new age.
OBS.: Nem toda ambient music (música ambiente)
é new age, apesar deste gênero possuir uma vertente com este mesmo
nome. A ambient music praticada por um músico como Brian Eno, por exemplo,
pode ser vinculada à música eletrônica em geral, ou mesmo
à new age, como preferirem. Apesar do idealizador deste site Sinfonia Sideral
concordar que existem músicas ambientes devagar quase parando e/ou bastante
diluídas, é preciso observar que o autor da definição
acima julgou o estilo de forma pessoal e parcial, a partir de suas opiniões.
Concluindo: é tudo uma questão de rótulos, envolvendo estilos
e sub-estilos; o veredicto final fica a cargo do visitante desta página.
Rock Progressivo Tradicional
É aquele que alia a energia rítmica do rock (através da
sua interpretação básica de guitarra, baixo e bateria)
com uma grande beleza melódica e complexidade de arranjos (proporcionada
pelos "tapetes mágicos" sonoros dos teclados e, em muitos casos,
por instrumentos atípicos ao rock, como flauta, violino e violoncelo).
Exemplos: Eloy, Jane, Grobschnitt, Nektar, Triumvirat
OBS.: A categoria e a definição
acima são de autoria de Cláudio Fonzi, e foi publicada originalmente
no fanzine Metamúsica, edição nº 6, no artigo especial
'O Movimento Progressivo Alemão', por isso a presença de bandas
alemãs como exemplos. O Eloy, dependendo do trabalho, também pode
ser enquadrado como hard-prog, sinfônico (devido às influências
de Yes e Genesis), espacial (influência do Pink Floyd) ou krautrock. O
mesmo ocorre com os outros nomes citados.
Art Rock (Rock Arte)
Um nome usado para referir-se aos trabalhos iniciais que têm as suas raízes
no pop. Freqüentemente é mais uma atitude do que um aspecto musical
propriamente dito.
Exemplos: Be Bop Deluxe, Eno (no início), Roxy Music
OBS.: Como acontece com o progressivo sinfônico,
que costuma ser geralmente usado como sinônimo de todo o rock progressivo
- de forma errônea, diga-se -, o mesmo ocorre com o art rock, outras tantas
vezes.
Canterbury
Uma região na Inglaterra, onde originou-se um estilo único e próprio. O nome desta região tornou-se o nome deste estilo. Uma das formas mais antigas reconhecidas como progressivo, a música de Canterbury enfatiza uma sucinta complexidade e soa extremamente Inglês. As idéias resultantes desta forma de música são bastante originais. Freqüentemente quase um jazz de uma forma suave e leve, integrando estas influências jazzísticas de forma única.
Exemplos: Caravan, Soft Machine, Hatfield & The North, National Health
Rock Clássico
Mais acessíveis, bandas como The Nice empenharam-se em fundir
a música clássica com as estruturas do rock. Pomposas mas freqüentemente
bem sucedidas em sua época. Normalmente uma formação em
trio.
Exemplos: The Nice, ELP, Le Orme, Ekseption, Trace, The Trip
OBS.: Este termo às vezes é também
usado como sinônimo de rock progressivo sinfônico - o que, em alguns
casos, é verdade, dependendo da banda e da obra -, e de rock progressivo
em geral - o que já é um erro.
Progressivo Eletrônico
Erradamente categorizada como sendo new age, a maior parte desta música
já existia antes deste termo ser criado. Muito exploradora, este é
um campo aberto e é representado pelo uso de equipamentos eletrônicos,
como já diz o nome. Há uma concentração na sonoridade
e na "textura" sobre e acima dos outros atributos musicais. Freqüentemente
muito espacial e etérea. O Kraftwerk dos anos 70 já é representante
de um progressivo eletrônico que nada tem a ver com new age, música
cósmica ou contemplativa.
Exemplos: 70's Tangerine Dream, Klaus Schulze, Steve Roach, Popol Vuh, Kit Watkins, Jean-Michel Jarre e Neuronium
Experimental/Industrial
Freqüentemente é uma música hard core experimental,
onde pode acontecer de tudo. Muito difícil para o recém-chegado.
O uso de "barulhos", objetos, música concreta e às vezes power
tools. Geralmente focalizada na textura e na sonoridade à custa do
resto, tornando-se uma área fascinante para os aventureiros.
Exemplos: Einstürzende Neubauten, Nurse With Wound, Hafler Trio,
Main, Coil
Jazz-Rock
Também chamado de jazz progressivo. Existem
dois tipos de jazz-rock: o próprio - jazz-rock -, também chamado
de fusion e que é feito com guitarra; o outro é o free-jazz, o
qual não possui guitarra e não é comumente associado ao
rock progressivo. Para outros autores, o jazz-rock ou fusion, e o free-jazz, são sub-vertentes da vertente Jazz Progressivo.
Fusion
Jazz-rock explorador: uma fusão como sugere o nome.
Talvez um pouco mais jazz do que a maioria do rock progressivo, mas mais rock
do que a maioria do jazz. Freqüentemente composto por músicos
virtuosos. Como descrito no parágrafo anterior, é o jazz-rock
feito com guitarra.
Exemplos: Mahavishnu Orchestra, Brand X, Iceberg, Arti+Mestieri
OBS.: Há pessoas que dizem haver distinção
entre os termos jazz-rock e fusion. Eu não sei qual é a diferença.
Krautrock
Um leve termo usado de forma politicamente incorreta e erradamente utilizado
para referir-se à forma de rock bastante estranha originado na Alemanha
nos anos 70. Tipificado com um estilo bastante improvisador, solto com largas
proporções de experimentação e com um "tempero" leve e caprichoso.
Freqüentemente difícil de se escutar, quase sinistro e secretamente
intelectual. Muito influente em diversas áreas até os dias de
hoje.
Exemplos: Can, Amon Düül II, Faust, Xhol, Agitation Free, Tangerine Dream (inicial), Ash Ra Tempel
Progressivo Neo-Clássico
Música que mistura a música clássica do século 20 com as novas estruturas do rock. Às vezes referenciado como "rock de câmara", pode ser de difícil apreciação já que primeiramente os artistas desta espécie estavam direcionados e eram muito diferentes. Além disto, tende a ser muito complexo, exigindo muitas audições para formar uma opinião.
Exemplos: Univers Zero, Art Zoyd, ZNR
Neo-Progressivo
Rock sinfônico feito em um formato tipicamente simplificado ou mais comercial.
Freqüentemente rico e melódico mas sem a complexidade do tradicional
rock progressivo. Um fenômeno dos anos 80 e 90.
Exemplos: Marillion, iQ, Pendragon, Twelfth Night, Aragon, Jadis,
Grey Lady Down
OBS.: Alguns autores também consideram
como neo-progressivos os trabalhos pop de Peter Gabriel (anos 70 e 80), Genesis
(anos 80) e Yes (anos 80), utilizando ou não o termo pop progressivo, ou progressivo-pop.
Folk Progressivo
Variação de uma música que pega simples canções
folk e faz algo bastante novo com ela. Há várias formas de se
fazer isto. Um cruzamento entre o folk, ou o folk-rock, e o rock progressivo.
Alguns nomes do folk progressivo também pertencem à categoria
do progressivo sinfônico, como é o caso do Jethro Tull e do Renaissance.
Exemplos: Emtidi, Witthüser & Westrupp, Malicorne, Mellow Candle
Hard Progressivo
Nos anos 70, existiram bandas que fundiram o hard-rock (um estilo de rock pesado
da época e mais voltado para o público adolescente, além
de menos elaborado que o progressivo) com a majestosidade e grandiosidade do
rock progressivo. A isso dá-se o nome de Hard Progressivo. O
exemplo mais clássico é a banda Uriah Heep. Há casos de
bandas puramente hard-rock que tiveram seus momentos hard-prog em uma ou outra
música - ou disco -, em estúdio e/ou ao vivo, vide Deep Purple
e Led Zeppelin. A Alemanha também possui os seus representantes hard-prog.
Metal Progressivo
Heavy metal influenciado pelo rock sinfônico ou fusion.
Normalmente é bem mais complexo do que o metal comum, enfatizando
a virtuosidade dos músicos. Há quem também use o termo
metal sinfônico. Talvez uma extensão do hard progressivo.
Há autores que associam ao rock progressivo (ainda que citando-o apenas
como influência) certos trabalhos dentro do metal fora da vertente
do metal progressivo, ou seja, pertencentes a outras vertentes, devido
às suas características mais melódicas, mais épicas,
mais trabalhadas e mais elaboradas. Exemplos: Iron Maiden anos 80 (New
Wave of the British Heavy Metal); Metallica anos 80 (thrash-metal);
as bandas italianas, alemãs e nórdicas pertencentes às
vertentes metal melódico, metal épico, metal
sinfônico, metal gótico, doom, metal
progressivo, power metal.
Exemplos: Dream Theater, Fates Warning, Watchtower, Siege's Even,
Cynic, Atheist
Rock In Opposition (RIO) - Rock Em Oposição
Um nome cunhado pelo ex-baterista da banda Henry Cow, Chris Cutler. Este tipo de música consistentemente oposiciona-se à categorização (com exceção para o "RIO") e é extremamente desafiador e freqüentemente de difícil audição. Contudo, é bastante recompensador no decorrer do tempo, sendo que as letras estão propensas à política. Tecnicamente, bandas como Art Zoyd e Univers Zero são RIO já que elas foram subscritas para o Cutlers (ampla música étnica em sua concepção original). Contudo, o trabalho superou sua conotação política original e agora é usada para referir-se à artistas retratando uma aproximação com o Henry Cow inicial, a banda principal de RIO.
Exemplos: Henry Cow, Art Bears, Samla Mammas Manna, News From Babel, Thinking Plague, Etron Fou Leloublan etc.
Fusion Espacial (Space Fusion)
Um termo grosseiro para especificar a banda Gong pelo seu estilo único de jazz fusion e ambientação. Bastante enérgico e concentrado em longas improvisações com solos de matizes psicodélicas.
Exemplos: Gong, Ozric Tentacles, Neo, Carpe Diem, alguns trabalhos do Djam Karet
Rock Espacial (Space Rock)
Como o anterior, mas sem a abordagem jazz e mais direcionado a um tipo
avançado de rock espacial.
Exemplos: Hawkwind, Amon Düll (inglês), Pink Floyd, Gong
OBS.: Há quem também inclua o
Tangerine Dream nesta categoria.
Progressivo Sinfônico
Definição 1:
Caracterizado pela riqueza de teclados/sintetizadores, vocais bastante melódicos
e estruturada sobre trechos de música clássica, com arranjos direcionados
para o rock instrumental, ultrapassando os limites do formato comum do rock.
Se ridicularizarem o rock progressivo, este é quase sempre o estilo a
que estarão se referindo. Vocé poderá ouvir com freqüência
este gênero sendo erradamente usado como sinônimo para todo o rock
progressivo (música progressiva) e chamado de "pretensioso" ou "excessivo".
Nem todo rock progressivo é sinfônico.
Exemplos: Yes (início), Genesis (início),
Camel, Atoll, Mirthrandir, Änglagård
Definição 2:
É aquele que, embora mantendo a instrumentação "rock",
preocupa-se fundamentalmente com a melodia, possuindo verdadeiros arranjos orquestrais
executados por sintetizadores, melotrons, flautas, violinos, etc, ou até
mesmo com o auxílio de orquestras completas. Esta é uma das ramificações
da Música Progressiva onde o termo "rock" não soa adequado,
pois não há uma base rítmica condizente com o gênero.
Exemplos: Pell Mell, Wallenstein, Novalis
OBS.: Esta segunda definição é
de autoria de Cláudio Fonzi (ver a fonte no parágrafo sobre 'Rock
Progressivo Tradicional'), assim como os exemplos, todos alemães.
Zeuhl
Termo utilizado para referir-se a uma forma particular de jazz fusion,
às vezes com grande influência de Coltrane mas adotando
a linguagem grandiosa e harmônica de certos trabalhos clássicos.
Exemplos: Magma, Weidorje, Zao, Shub-Niggurath, Honeyelk, Musique
Noise
Deve-se citar ainda as bandas que, devido a sua singularidade,
particularidade, peculiaridade e especificidade, terminaram por criar e fundar
estilos e escolas inteiramente únicos, destacando-se das demais bandas.
Exemplos: Gong: ver o parágrafo sobre 'Fusion Espacial';
Gentle
Giant: sua mistura única de elementos medievais, renascentistas,
barrocos, folclóricos, jazzísticos, eletrônicos e Rock,
além da utilização das diferentes vozes de seus três
vocalistas, os irmãos Shulman;
Genesis:
com sua teatralidade como elemento adicional, influenciou uma miríade
de bandas, especialmente os neo-progressivos dos anos 80.