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EYESTRINGS é uma nova banda progressiva - ou seja, neo-progressiva - americana originária da cidade de Detroit, Estado de Michigan. O EYESTRINGS é formado por Ryan Parmenter (vocal e teclados), Mathew Kennedy (baixo), Alan Rutter (guitarra) e Bob Young (bateria).
À exceção de Ryan, todos os integrantes possuem passagem por outras bandas. O tio de Ryan, Matthew Parmenter, tocou em uma banda chamada Discipline, pela qual também passaram o baixista Mathew Kennedy e o baterista Bob Young.
Burdened Hands é o álbum de estréia da banda. Ao se ouvir este ótimo trabalho, percebe-se que as maiores influências são Genesis e King Crimson. Trata-se de uma obra cujas melhores faixas são as de maior duração. Vamos a elas:
1) Recovery (10:00): faixa épica, com passagens que remetem a Genesis e King Crimson;
2) Itchy Tickler (4:05): aproxima-se mais do formato pop, mas não deixa de ter passagens interessantes. Talvez lembre momentos mais pop do Genesis;
3) Dead Supermen (6:37): espécie de balada (folk-)progressiva. Pode ser que recorde o Pink Floyd, principalmente em The Wall;
4) Anachronism (5:42): esta é uma das duas faixas do álbum que mais lembram o King Crimson (fase Lark's Tongues in Aspic, Starless and Bible Black e Red). Uma das melhores faixas do álbum;
5) Funnel (4:28): o piano que introduz a faixa pode lembrar tanto Genesis quanto ELP, mas a partir do momento que entra o vocal, passa a lembrar apenas Genesis;
6) Just a Body (4:59): repete-se aqui o que foi comentado com relação à 2ª faixa;
7) Slackjaw (8:45): outra faixa mais épica. Possui um início que pode lembrar mais o ELP, talvez pelas passagens de órgão; depois que entra a guitarra, passa a lembrar também o Gentle Giant; próximo da conclusão, volta a remeter apenas ao ELP;
8) Nothing (5:09): repete-se aqui o que foi dito com relação a 2ª e 6ª faixas; além disso, possui interessantes passagens de órgão;
9) Time Will Tell (3:36): esta é a 2ª faixa do CD que mais lembra o King Crimson (fase Lark's Tongues in Aspic, Starless and Bible Black e Red);
10) Empty Box (12:37): outra faixa também mais épica, com passagens que remetem a Genesis e outros mestres do progressivo.
Além da indubitável competência técnica dos músicos (todos com bastante experiência) e das excelentes referências aos mestres dos anos 70, comentadas acima, outro ponto a favor do disco são as sonoridades de órgão e mellotron que surgem em algumas faixas, outra característica que remete à década de 70. Soma-se a tudo isso a personalidade própria da banda.
Fãs de novas bandas progressivas, principalmente das que fazem um som mais próximo dos anos 70, corram atrás deste CD. Aquisição obrigatória.
Site da banda EYESTRINGS: www.eyestrings.com